26 junho, 2007

Estrela de Rádio Armidelense

Para vocês que sempre perguntam quando é que o programa de rádio vai entrar no ar, a resposta ainda é a mesma: eu ainda não sei, mas tá perto. Enquanto isso eu continuo gravando os programas. Até agora tem dois que estão prontos e amanhã vou gravar mais outro. Acho que o programa vai entrar no ar quando estivermos no Brasil.

Manu foi lá no sábado e o que ela mais gostou foi desse telefone verde.

O programa radiofônico se chama "Let's go Latin" e vai ser transmitido pela rádio comunitária. Vou ver se gravo os programas e faço um podcast deles.


Para selecionar as músicas pro programa eu faço uma playlist no ipod e o conecto direto na mesa de som. Estou pensando também em transmitir o primeiro strip radiofônico do planeta, quando eu estiver mais safo com os controles da mesa de som.

24 junho, 2007

Uma história dos Ximenes

Outro dia encontrei uma história muito interessante sobre os Ximenes que vieram ao Brasil no site do primo Ximenes Filho Gênesa da família Ximenes (coloquei o link do site ai do lado direito também porque vale a pena visitar o site!), que aqui reproduzo.


Saindo de Lisboa em 1° de abril de 1585 a nau Santiago, com destino para índia, vindo a naufragar em 19 de agosto do mesmo ano, a 22 graus e 1/3 distante sete ou oito léguas do baixo da Índia, pelo lado do nordeste, tendo como capitão-mor Fernão Mendonça; piloto Gaspar Gonçalves; mestre Manuel Gonçalves. A nau transportava 450 pessoas, e centenas delas perderam suas vidas, salvando-se entre outros os irmãos Gaspar Ximenes e Fernão Ximenes, “Os quais eram dois homens muitos honrados e naturais de Lisboa, e tinham muitos amigos na lancha” que por muito custo chegariam, com alguns náufragos na praia que ficava a mais de cento e vinte léguas do local do naufrágio.

O nome desses dois irmãos figura na história por terem dado o mais comovedor exemplo de amor fraternal.

Após o naufrágio, muitas pessoas foram para o barco salva-vidas e o comandante do bote reconheceu ser indispensável lançar ao mar 17 pessoas, porque o barco poderia afundar por casa do peso em excesso. O comandante do barco salva-vidas era Duarte de Melo, e as vítimas eram designadas por homens de confiança de um religioso franciscano Thomas Pinto. Algumas das vítimas que sabiam nadar, tentavam subir no barco, mas alguns dos que ficaram dentro do barco decepavam-lhes as mãos com as espadas implcavelmente. Salvaram-se, em uma lancha, 57 pessoas que sofreram as maiores inclemências e privações.

Foi então que se deu um caso extraordinário de amor fraternal que ficou célebre através dos tempos. Na barco salva-vidas iam Fernão Ximenes e Gaspar Ximenes, irmãos e naturais da freguesia de São Cristóvão de Lisboa onde tinham sido criados. Como sem qualquer razão nenhum deles foi sacrificado pelos terríveis juízes, produziu-se entre os náufragos um movimento de protesto, alegando que era uma barbaridade serem sacrificados homens que eram o amparo de suas famílias, e que ficassem a bordo dois irmãos, um dos quais, podia ser lançado ao mar. Em face deste protesto, os juízes executores, que eram quatro, não esperaram que os ânimos se acirrassem mais; lançaram mãos a Gaspar Ximenes, que era o mais velho e menor de corpo, para jogá-lo na água quando Fernão que era mais magro, agarrando-se a ele com todas as forças que o desespero lhe dava, gritou, chorou e suplicou a Duarte de Melo, que o sacrificado deveria ser ele, já que seu irmão Gaspar era o mais velho e, por isso, iria fazer às vezes de pai de suas irmãs e amparo de sua mãe. Dito isso e sem mais delongas se jogou ao mar, mostrando uma coragem e uma frieza de ânimo que assombrou a todos.

Gaspar Ximenes, salvo pelo irmão, chorava e suplicava aos seus companheiros de infortúnio que se apiedassem do heróico moço, mas as suas súplicas não encontraram eco.

Enquanto isso, Fernão Ximenes refugiara-se com os outros náufragos em uns penedos, mas logo depois tornou-se a lançar-se ao mar já que esta era sua única salvação. Nadou vigorosamente atrás do barco salva-vidas durante três horas. Seu irmão, vendo-o condenado a uma morte horrível, redobrava as súplicas, que já iam importunando os mais egoístas da companhia, sendo preciso que alguém o aconselhe-se em voz baixa que sufocasse a sua dor, para não correr o risco de ser também lançado ao mar. Por fim, pôde mais que as lágrimas e as rogativas de Gaspar a intrepidez de Fernão, que começou a abalar o ânimo de alguns dos náufragos que seguiam a sua luta desesperada pela vida. Num dado momento, alguns do homens que acompanhavam a saga de Fernão e não podendo suportar por mais tempo a crueldade daquele espetáculo, gritaram que se recolhesse o infeliz nadador, que talvez nisso não houvesse perigo para os outros, e que só fosse abandonado à sua sorte se efetivamente se reconhecesse absoluta urgência de o fazer.

Este movimento de compaixão foi tão eloqüente e tão espontâneo, que os menos inclinados à piedade não puderam resistir-lhe, e disse-se então a Fernão Ximenes que subisse para a lancha. Mas ele é que já não o podia fazer, porque estava extenuado, e foi preciso estender-se um chuço, a que se agarrou, para o recolher a bordo quase desmaiado. Mais alguns instantes decorridos, e o heróico mancebo seria tragado pelo mar. O barco chegou no litoral a 29 de agosto de 1585.

Esta história tornou-se célebre. Os náufragos sobreviventes contaram-na diversas e diversas vezes, e o nome dos irmãos Ximenes notabilizou-se, não só em Portugal, como também no estrangeiro, onde esse episódio foi narrado em vários livros e músicas como:

  • “A chusma salva-se assim” letra e música de Carlos Fausto Bordalo Gomes Dias nascido 26 de novembro de 1948, em “Crônicas da terra ardente - 1994”;
  • História Trágico-Marítima, Bernardo Gomes de Brito 1688-1759, 6 volumes;
  • Miscelânea, diálogo II, pág. 38 e 39, de Miguel Leitão de Andrada, 1867;
  • Enciclopédia Histórica de Portugal, volume XII, de Duarte de Almeida, pág. 343 a 345;
  • História Trágico-Marítima, volume III, pág. 84 a 88, de Bernardo Gomes de Brito 1688-1759, veja também Relação do naufrágio da nau Santiago, escrita por Manuel Godinho Cardoso, pág. 84 a 88.
Querem saber mais histórias da família Ximenes? Então acessem o site do primo Ximenes Filho. Se vocês tiverem fotos ou outras histórias, vale a pena entrar em contato com o primo, já que ele tem em livro toda a genealogia da família. Foi o primo Ximenes Filho quem mandou a foto dos tataravós publicada no post anterior.

18 junho, 2007

Fotos do tataravô Coronel Joaquim Ximenes com sua esposa

O primo Francisco Ximenes Filho, que administra a parte genealógica da família Ximenes (Gênese dos Ximenes de Aragão) me mandou, recentemente, uma foto do meu tataravô com a minha tataravó. Eles são os avós da vovó Diva.

Essa foto foi entrega ao primo Ximenes Filho pela prima da vovó Diva, chamada irmã Leonilda.

Então Ximenada, façam o favor de mostrar essa foto pra vovó.

Tataravô Coronel Joaquim Ximenes com sua esposa

16 junho, 2007

Informação aos viajantes

Manu e eu estamos nos preparando para a nossa ida ao Brasil em julho. Em particular, estávamos vendo as quota de bebidas alcoólicas para os viajantes chegando ao Brasil e ficamos bastante felizes com o que vimos. Vejam aqui o trecho extraído do site da Receita Federal:

"Além do limite global de U$ 500.00, as mercadorias adquiridas nas lojas francas estão sujeitas aos seguintes limites quantitativos:
24 unidades de bebidas alcoólicas, observado o quantitativo máximo de 12 unidades por tipo de bebida"
Será que um barril de uísque conta como uma unidade?

O problema é quando voltarmos para a Austrália, onde cada viajante só pode trazer 2,25 litros de birita. Acho que a nossa quota vem toda de cachaça.

14 junho, 2007

Casamento de Igor José com Tabada Melissa

Como diz o convite ai em cima, finalmente Igor e Tabada estão casando!! Nós aqui da Austrália desejamos muitas felicidades aos noivos, e que o casamento por procuração de vocês seja tão bom quanto o nosso. Mãe e pai, aproveitem a lua-de-mel. Afinal de contas, depois de todo o trabalho de ir ao Fórum e assinar os papéis, nada mais justo que curtir a lua-de-mel!!!

Resta agora saber se Tiago vai seguir a tradição iniciada pelos tios Gil e Marta.

09 junho, 2007

Programa de rádio

Hoje pratiquei o que pode vir a ser o meu terceiro programa de rádio na 2ARM - Armidale Community Radio. Precisamos treinar fazer o programa por cera de 6 horas antes do primeiro ir pro ar. O nome do programa que vou apresentar é "Let's go Latin". Nele faço uma seleção de músicas latinas que encontrei por aqui. Lógico que tem um monte de MPB, bossa nova, e vou colocar até um blues etílicos no próximo programa. Mas a idéia é fazer um programa mais cool, ou seja, não pode nem arrocha, nem pagode e nem axé.

Fazer um programa de rádio não é tão fácil quanto parece. Um problema para mim é conseguir articular as palavras em inglês de forma clara (o sotaque latino é o charme do apresentador), mas as vezes eu penso mais atenção na forma de falar do que no conteúdo e acabo me atrapalhando um pouco. Mas melhorei bastante desde o primeiro programa e assim que tiver uma versão do programa faço um podcast e aviso aqui no blog em primeira mão.

08 junho, 2007

Clima australiano

Desde ontem está uma tempestade aqui em New South Wales. No Hunter Valley (norte de Sydney), a tormenta está a toda. Em New Castle tem um navio encalhado na praia com risco de se se partir por causa das fortes ondas. Outros dois quase encalharam mas, felizmente, conseguiram ir em direção ao mar aberto. E a previsão é de ventos de mais de 100 km/h hoje a noite.

Aqui em Armidale tem chovido a três dias e hoje, em particular, fez bastante frio, com a máxima chegando a 10 graus e a mínima -3.

30 maio, 2007

10 melhores lugares do mundo para se viver

Estava lendo agora a revista Veja e vi uma reportagem sobre as 10 melhores cidades do mundo para se viver. Entre as 10 a Austrália tem 4 representates. Bastante pra um país com uma população pouco maior que a da grande São Paulo. Aliás, talvez seja por isso que a qualidade de vida por aqui é alta. A reportagem completa pode ser encontrada clicando aqui. Confiram ai a lista das 10 melhores:

1. Vancouver, Canadá
2. Melbourne, Austrália
3. Viena, Áustria
4. Genebra, Suíça
5. Perth, Austrália
6. Adelaide, Austrália
7. Sydney, Austrália
8. Zurique, Suíça
9. Toronto, Canadá
10. Calgary, Canadá


19 maio, 2007

Tese submetida

Depois de 3 anos aqui na Austrália finalmente submeti a minha tese de doutorado para os examinadore no dia 11/05/07. Agora é só esperar o resultado, um processo que deve demorar cerca de 3 meses, mas que, a depender da disponibilidade do examinador, pode se estender por até 6 meses. Agora é torcer pro resultado ser positivo.

Agora eu estou num estágio em que eu ainda não terminei o doutorado oficialmente. Até o resultado sair eu estou num estágio chamado 'estudante inativo'. Isso quer dizer que eu não tenho que fazer nada diretamente ligado aos meus estudos, mas mesmo assim ainda desfruto de regalias na biblioteca, carteira de estudante, etc.

Estou agora me acostumando com a minha nova função de 'do lar', já que estou mudando o meu visto de estudante para visto de 'esposo'. Isso me permite ficar na Austrália até Manu terminar o doutorado dela, bem como trabalhar.

02 maio, 2007

Família Cabral na Amazônia

Alguns reclamam da falta de histórias da família Cabral. Infelizmente não conheço muitas, mas aqui vai uma que o vovô Sinésio me contou.

Em dezembro de 2006 o Vovô Sinésio Lustosa Cabral me mandou um breve relato sobre a saga da família Cabral na Amazônia. O vovô me contou que foram nessa viagem o tio Belarmino Lustosa Cabral (tio Belinho, irmão da bivó Líbia Lustosa Cabral), tio Sinésio Lustosa Cabral (irmão do bivô; o vovô Sinésio recebeu o nome dele em homenagem ao tio aventureiro, que também era primo da bivó Líbia), além do primo Alfredo Lustosa Cabral. Eles se desgarram para a Amazônia em 1897 e enriqueceram-se nos seringais. Segundo o vovô Sinésio eles tornaram-se proprietários do Seringal Lustosa Cabral. Tio Sinésio voltou para a Paraíba. Radicou-se, depois, em Duque de Caxias-RJ, onde faleceu. O primo Alfredo, já falecido, regressou para Patos-PB em 1907. Já o tio Belinho, radicou-se em Manaus, na Amazônia, onde constituiu família. A sua descendência exerce grande influência.

Andei dando uma procurada na internet, onde encontrei as datas de saída e partida do 'primo' Alfredo. Talvez o primo Alfredo tenha uma das histórias mais interessantes, que encontrei no site do escritor Flávio Sátiro Fernandes.

Alfredo Lustosa Cabral nasceu em Patos-PB, aos 14 de janeiro de 1883, filho de Silvino de Oliveira Lustosa Cabral e de Maria de Azevedo Cabral. Órfão de pai e mãe aos quatorze anos, decidiu seguir um irmão mais velho, de nome Silvino, que veio do Amazonas em março 1897, onde estava morando há 5 anos. Silvino passou uma temporada de 5 meses na casa de sua irmã, a professora Quinoca, casada com Chiquinho Sacristão.

O 'primo' Silvino quis levar o seu irmão Alfredo com ele para o Amazonas, mas os outros imãos foram contra. O primo Alfredo convenceu-os ao dizer que como era órfão ele poderia escolher com que irmão morar. E lá se foi com o seu irmão Silvino pros confins do Brasil. No Amazonas, o primo Alfredo foi seringalista, mateiro, remador, varejador de canoa, cozinheiro, regatão, agricultor e inspetor de quarteirão. Retornando à Paraíba em 1907, foi músico, vereador, rapadureiro, adjunto de promotor e professor, diplomando-se pela Escola Normal da Paraíba e exercitando o seu magistério em Patos, onde foi mestre de algumas figuras que alcançariam, depois, projeção nacional, a exemplo do Governador Ernani Sátiro e de D. Fernando Gomes dos Santos. O que mais impressiona no carácter do primo Alfredo é o fato dele nãoo se acomodar. Já na maturidade, aposentado do serviço público, ingressou na Faculdade de Medicina e Odontologia do Recife, por onde se torna odontólogo, exercendo sua profissão em Patos-PB.

A história do primo Alfredo Lustosa Cabral foi contada no livro "Dez anos no Amazonas (1897-1907), de autoria do próprio.


N
o site notícias MZn2 encontrei a seguinte história:

A CIDADE QUE ENGANOU O DIABO*

No final do século XIX Alfredo Lustosa Cabral (com apenas 14 anos de idade) resolveu viajar para o Amazonas em companhia do seu irmão Silvino Lustosa Cabral. Saíram da Vila de Patos em setembro de 1897. Viajava junto aos tropeiros Severino Belo, Xixi Rodrigues e Chaguinha da Antonica. Quando avistaram o sítio Cacimba de Areia (hoje cidade) um dos tropeiros perguntou:

- Vocês sabem a história dessa capela?

Todos balançaram a cabeça negativamente e o tropeiro continuou:

- O dono desse sítio era muito ambicioso. Trabalhava muito, mas não conseguia ficar rico. Um dia numa roda de amigos disse que para ficar rico faria até um pacto com o demônio. Contam que nessa noite o diabo apareceu e fechou o negócio: Ele ficaria rico, mas, em certo tempo, o satanás o levaria para o inferno.

Alfredo Lustosa impressionado com a conversa gaguejou:

- E aí, o que aconteceu?

- O homem ficou rico. Assombrado com o capeta valeu-se de Nossa Senhora da Conceição. Prometeu a Santa que se ela o livra-se do satanás ergueria uma capela em sua homenagem. Foi o que aconteceu. Ergueu a capelinha e nunca mais o diabo o importunou.

Um dos tropeiros que estava ouvindo a conversa acrescentou:

- É por isso que o povo costuma dizer que “EM CACIMBA DE AREIA, ATÉ O DIABO FOI ENGANADO”...

___________________________

* História contada no livro “DEZ ANOS NO AMAZONAS (1897–1907)” do vereador Alfredo Lustosa Cabral e sutilmente adaptada pelo vereador José Mota Victor.

29 abril, 2007

Osso Buco no 'Cozinho'


Vejam ai a mais nova receita de Osso Buco no 'Cozinho'. Manu aproveitou e colocou fotos na receita de pão de queijo.

27 abril, 2007

Taxi em Camberra

Como disse no post anterior viajei para Camberra na segunda-feira. Não trouxe nenhuma foto porque acabei me esquecendo de levar a máquina. Mas mesmo assim acho que não traria nenhma foto interessante. Passei o dia todo de um lado pro outro da universidade. Sai de Armidale as 6:30 da manhã e cheguei em Camberra as 11:00 direto pra um seminário na Australian National University (ANU).

Quano sai do aerporto fui logo pra fila de taxi onde tinha um 'fiscal' das companhias de táxi organizando a tal da fila. uvi o tal do fiscal perguntando quem ia pra ANU. Duas outras pessoas se juntaram a mim e lá fomos nós pra ANU. No caminho fiquei pesnando como ia ser pra dividir a corrida do taxi, já que cada um ia pra um lugar diferente. Na primeira parada uma surpresa, o sujeito pagou a corrida toda. O taxímetro não foi desligado e o taxista (ou taxeiro) continuou a corrida. A outra pessoa no táxi sabia mais ou menos pra onde ia; eu não tinha a mínima idéia. Então, lá foi o taxista em direção ao próximo destino (com o taxímetro ligado desde o aeroporto). Depois de deixar o segundo passageiro o motorista me disse que a ANU é muito desorganizada e que ninguém nunca sabe onde ficam os prédios de lá. Que é super difícil encontrar qualquer coisa porque normalmente só colocam no endereço o número do prédio.

Sem desligar o taxímetro, lá foi o motorista me deixar no meu destino já com um mapa na mão. Como nenhum dos outros pasageiros reclamou, achei - e ainda acho - que é costume local o taxista fazer uma corrida e ganhar por três. Então aqui vai a dica:

Em fila de taxi na Austrália, espere sempre a sua vez e vá sozinho ao seu destino.
O seminário foi muito legal. O problema é que só tem um telefone público em toda a ANU. Só descobri isso depois de ter andado um bocado e de ter me perdido mais um outro bocado, mesmo com o mapa do campus nas mãos. Quando cheguei no único orelhão da ANU, coloquei a única moeda que eu tinha, de A$2.00 e o %#$^%$@#^%$@ engoliu a derradeira sem nem pestanejar. Quando olhei do lado tinha um telefone dizendo assim:
"Ligações gratuitas para taxi"
Liguei, falei com a máquina de atender telefone da companhia de taxi e fui direto pro aeroporto. Cheguei em Armidale as 8:00 da noite.

19 abril, 2007

Camberra

Na segunda-feira, 23 de abril, terei finalmente a oportunidade de conhecer a capital Australiana. Vou participar de um seminário na Australian National University. Uns dizem que Camberra é tão chata quanto Brasília e que ela fica vazia entre sexta e segunda-feira.

As comparações não param ai. Assim como Brasília, Camberra foi planejada para ser a capital nacional em 1908 para pôr fim às candidaturas de Sydney e Melbourne. Por isso está localizada mais ou menos entre estas duas cidades.

Infelizemente só vou passar o dia na capital australiana.

14 abril, 2007

A libidinosa Côrte Espanhola

Estou lendo um livro muito interessante, chamado "Foundations of the Portuguese Empire 1415-1580", escrito pelo Bailey W. Diffie e George D. Winius. Uma passagem do livro que achei muito interessante é quando o Diffie descreve a rivalidade entre Espanha e Portugal e as diversas estratégias para apaziguar os ânimos.
Uma dessas estrategemas era, claro, o casamento entre os príncipes de ambos os lados. Em 1455 Juana, irmã de Afonso V de Portugal casou-se com Enrique IV, que governou Castilha entre 1454 e 1474. Vou aqui traduzir exatamente as palavras do Diffie na página 148 pra não perder nenhum detalhe.
"Vivendo em uma côrte que mesmo para os padrões reais daqueles tempos era considerada anormalmente libidinosa, Juana supostamente usou das liberdades que o rei permitiu a si e à sua corte. O resultado dessa libertinagem foi a dúvida que surgiu em relação a paternidade da filha de Juana, que também recebeu o nome de Juana, herdeira do trono de Castilha. Ela foi motivo de chacotas, conhecida como 'Juana la Beltraneja' porque de acordo com as fofocas da época ela era filha de Juan Beltrán de la Cueva ao invés de ser filha de Enrique IV, que concordou em um momento posterior que ele não era o pai da criança."
Um dos resultados dessa dúvida em relação a paternidade de Juana foi uma outra Guerra entre Portugal e Espanha quando Enrique (o corno?) morreu. Como o próprio Diffie ressaltou, esse casamento não foi o primeiro e nem o último entre as famílias reais dos dois países.

Tia Márcia, estou lendo algumas coisas sobre a Guerra Peninsular e dentro em breve coloco um post aqui.

Pão de Queijo no Cozinho

Tem receita de pãozinho de queijo no Cozinho. Cliquem aqui.

06 abril, 2007

A origem dos ovos de Páscoa

Assim como todo mundo, Manu e eu sabemos que o ornitorrinco é o único mamífero que põe ovo (apesar dele ter bico de pato) e que de forma alguma um coelho seria capaz de tal proeza. Finalmente encontramos a explicação sobre como são feitos os ovos de Páscoa!

Encontrei esse extraordinário flagrante do mundo natural no blog Estado de Espírito

Uma Feliz Páscoa a todos!

Finalmente o primeiro triunfo: prêmio Colher de Pau no campeonato de futebol

Ontem fizemos o último jogo do campeonato armidelense de futebol. Foi a partida que iria decidir o um prêmio "wooden spoon" (colher de pau) que é entregue ao time que menos pontos marcou no campeonato. A partida tinha tudo pra ser interessante, e foi. De um lado um time que só havia ganho de nós no campeonato. Do outro nós, os 'Dyebacks' até então 'invictos' (não ganhamos nenhuma patida).

O placar elástico de 16 x 13 pro time adversário mostrou que a partida foi, de fato, muito equilibrada. Estávamos desfalcados de 2 artilheiros, um escocês e um australiano que foi ao Brasil nos anos 80 de adorou dormir na rede no Ceará. Eles ficaram com a dificil tarefa de guardar lugar no pub pro resto do time, já que a partida ocorreu na véspera do feriado de sexta-feira da paixão. Encontrar um lugar pra sentar seria mais difícil do que ganhar a partida sem eles.

Enfim, depois da partida suada e equilibrada ganhamos o título que nos competia. A 'colher de pau' é nossa!

01 abril, 2007

Semana em Coffs Harbour

Semana passada fomos pra Coffs Harbour. Fui ajudar uma amiga a contar recrutas de corais em azulejos. Sei que soa bastante engraçado o coral ter um recruta. Na verdade o coral tem uma larva que nada, chamada de plânula. Quando a plânula encontra um substrato adequado ela se fixa e começa a deoistar o esquelto carbonático do coral. O que a Cris está fez foi colocar vários tipos diferentes de substratos em diversos ângulos e posições para ver se existe uma preferência da larva para se fixar. Depois que os recrutas assentam e crescem nos azulejos eles podem ser transplantados para um recife para recolonizá-lo.

O trabalho que fui fazer com a Cris foi o de contar os recrutas de corais nos azulejos. Acho que fizemos uns 48 azulejos em dois dias. Acho que ela ainda tem mais algumas centenas para fazer. Quando der vamos lá de novo... Manu aproveitou e ficou trabalhando so relatórios do trabalho dela. Foi bom porque ela ficou mais sossegada por lá e o trabalho rendeu.

Chegamos na quinta-feira a tempo de nos despedirmos do Benja e da Graciela. Eles voltaram pro México na sexta de manhã deixando saudades. Mas Armidale é assim, um monte de gente chega e um monte de gente vai embora.

21 março, 2007

A Guerra Peninsular

Estou fazendo uma tradução de uns documentos de um soldado inglês que lutou ao lado do Exército Português durante as incursões de Napoleão na Península Ibérica, também conhecida como Guerra Peninsular (1807 - 1814).

Muito interessante a história do sujeito. Até onde eu traduzi o Capitão X (vou ver se posso colocar o nome dele aqui) mostra que foi capitão do exército inglês e, depois, do exército português. O Capitão X alega que estava na relação para receber uma medalaha por participar no campo em cinco campanhas durante a Guerra Peninsula. Até onde ue traduzi ele não conseguiu provar tal fao porque o comandante do quartel que fez a lista abandonou o posto ou morreu, não deixando a tal da lista disponível.

O Capitão X também acompanhou a corte Portuguêsa ao Brasil, ou se juntou pouco depois. No período em que ele viveu no Rio de Janeiro ele alega ter subido até o posto de Major o que, novamente, ele não consegue provar ainda. Num dos documentos ele requere a presença de uma testemunha do alto escalão do exército para comprovar a sua história.

Ele usa esa promoção de major em um pedido para ser posto na reserva do exército, recebendo uma pensão de acordo com a sua patente (ele recebeu sim o direito a uma pensão de Capitão). Não percam os próximos episódios.

Enquanto isso vale a pena ler sobre o que foi a Guerra Península, que resultou na fuga da corte portuguesa para o Brasil. O link da wikipédia é um bom começo.

14 março, 2007

Mergulho na Grande Barreira


Pensei que eu tinha colocado as fotos que a Yara Tibiriçá tirou durante os mergulhos que fizemos na Grande Barreira de Corais mas, por algum motivo, não o fiz. Como eu disse antes, o mergulho foi muito legal, fiquei assustado com a quantidade e variedade de peixes em um lugar que recebe uns 200 turistas por dia. Vejam essa diversidade na foto acima. Antes que alguém pergunte, essa careca reluzente ainda não é a minha, eu sou o de trás.

A Yara aproveitou e tirou umas fotos minhas mais de perto. Buia, como você pode ver eu abandonei a histórica camisa de lycra azul.